Muitos empresários no Brasil vivem no modo sobrevivência. Acordam cedo, resolvem problemas, atendem clientes, apagam incêndios e entregam mais do que prometeram. A agenda está cheia. O movimento existe. As vendas acontecem. No entanto, quando o mês fecha, a sensação é sempre a mesma: muito esforço e pouco lucro.
É nesse momento que surge a frase clássica: “Eu sei que cobro barato, mas se eu aumentar o preço, vou perder clientes.” Parece prudente. Parece estratégico. Porém, na prática, costuma ser um erro caro. 💸
A realidade é direta: em muitos casos, o problema não está na falta de vendas, mas sim na precificação mal construída. Empresas com bons serviços e clientes recorrentes operam com margens apertadas porque o preço foi definido no feeling, copiando concorrentes ou tentando ser “mais barato para garantir volume”. E volume sem margem é apenas trabalho acumulado.
Na IZE Gestão Empresarial, vemos isso com frequência. Negócios que faturam, mas não prosperam. Que vendem, mas não crescem. E quase sempre o ponto de ajuste começa no mesmo lugar: o preço.
Precificar não é adivinhar
Precificação não é escolher um número bonito. Também não é observar o concorrente e repetir o valor. Precificar é uma decisão de gestão financeira. E decisões financeiras exigem método, análise e clareza.
Todo negócio possui custos fixos, como aluguel, salários, sistemas, energia e estrutura administrativa. Além disso, existem custos variáveis, como matéria-prima, comissões, taxas de cartão e logística. E, claro, os impostos, que no Brasil nunca são detalhe.
⚠️ Quando o empresário define o preço sem considerar todos esses fatores, corre o risco de vender no prejuízo sem perceber. Ou, no mínimo, operar com uma margem tão pequena que qualquer imprevisto compromete o caixa.
Aqui está um ponto crucial: lucro não é o que sobra. Lucro é o que se planeja. A margem precisa ser definida antes da venda acontecer. Caso contrário, o negócio vira uma engrenagem que gira muito, mas acumula pouco.

Preço também é posicionamento
Além de pagar as contas, o preço comunica. Ele diz ao mercado quem você é.
Preços muito baixos tendem a comunicar volume, promoção e sensibilidade extrema a desconto. Isso atrai clientes que escolhem pelo menor valor e trocam de fornecedor por qualquer diferença. É um público que negocia sempre e valoriza pouco a entrega.
Por outro lado, preços mais altos — quando sustentados por qualidade, clareza e consistência — comunicam segurança, especialização e confiança. Não se trata de ser caro. Trata-se de ser coerente com o valor entregue.
🎯 Preço filtra cliente. E filtrar cliente é estratégico.
Nem todo cliente é ideal para o seu modelo de negócio. Alguns geram faturamento, mas consomem tempo, energia e margem. Uma precificação bem estruturada ajuda a atrair o público certo e a afastar negociações que só desgastam a operação.
O perigo de copiar o concorrente
Copiar o preço do concorrente é uma prática comum. E perigosa.
Cada empresa tem uma estrutura diferente, custos distintos, regimes tributários variados e níveis próprios de eficiência. O concorrente pode ter escala maior, despesas menores ou até uma estratégia diferente de mercado.
Quando você copia o preço, copia apenas o número — não a realidade por trás dele.
Isso geralmente leva a dois erros. O primeiro é precificar abaixo do necessário. A empresa vende bastante, mas a operação não se sustenta com saúde. O dono trabalha cada vez mais para manter a roda girando e o caixa vive no limite.
O segundo erro é precificar acima do mercado sem posicionamento claro. As vendas caem e a conclusão precipitada é que “o cliente não aceita pagar”. Na verdade, muitas vezes falta clareza na comunicação de valor.
Perceba: precificação estratégica envolve números e percepção. Um sem o outro gera distorções.
Como estruturar uma precificação correta
O caminho para uma precificação eficiente não é complexo. Porém, exige disciplina.
Primeiro, é fundamental levantar todos os custos com precisão. Nada de estimativas vagas. Número real, atualizado e organizado.
Depois, separar custos fixos e variáveis. Entender quanto cada produto ou serviço realmente consome da estrutura. Isso permite calcular o ponto de equilíbrio e compreender quanto é necessário vender para cobrir as despesas.
Em seguida, incluir os impostos de forma correta na formação do preço. Ignorar esse ponto é um dos erros mais comuns — e mais perigosos.
💰 Outro passo essencial é definir a margem de lucro desejada. Essa margem deve estar alinhada às metas do negócio e à estratégia de crescimento. Crescer exige investimento. E investimento exige lucro consistente.
Por fim, alinhar preço e posicionamento. Seu valor está coerente com a experiência entregue? Sua comunicação reforça o que o preço promete? Tudo precisa conversar.
O papel da gestão financeira na precificação
Muitos empresários dominam a operação, mas não possuem estrutura financeira organizada. Sem DRE estruturada, sem fluxo de caixa projetado e sem análise de rentabilidade por produto, a precificação vira tentativa e erro.
⚠️E tentativa e erro custa caro.
Uma gestão financeira profissional transforma preço em ferramenta estratégica. Com dados organizados, é possível identificar quais produtos são realmente lucrativos, quais clientes consomem mais recursos do que pagam e onde estão os gargalos de margem.
Além disso, a análise financeira permite simular cenários. O que acontece se o preço subir 5%? Qual o impacto de um aumento de custos? Quanto é possível investir sem comprometer a saúde do caixa?
Essas respostas não devem depender de intuição. Devem vir de números.
Na IZE Gestão Empresarial, trabalhamos a precificação como parte central da estratégia. Não se trata apenas de calcular um valor, mas de estruturar um modelo sustentável, alinhado às metas e à realidade da empresa.

Crescimento exige margem
Empresas com margem saudável conseguem investir em marketing, tecnologia, capacitação da equipe e melhoria de processos. Elas planejam. Crescem com consistência. Tomam decisões com segurança.
Empresas com margem apertada apenas sobrevivem. Trabalham para pagar contas e torcem para que nenhum imprevisto aconteça. E sabemos que imprevistos fazem parte do jogo.
Outro ponto importante é revisar preços periodicamente. Custos aumentam. O mercado muda. A estrutura evolui. Preço não é algo definido uma vez e esquecido. É um processo contínuo de análise e ajuste.
Muitos empresários mantêm preços baixos por medo de perder clientes. No entanto, quando o reajuste é estruturado, comunicado com clareza e sustentado por valor real, grande parte dos clientes permanece. E os que saem, muitas vezes, eram justamente os menos rentáveis.
A pergunta que muda o jogo
Se você vende, trabalha muito e ainda assim lucra pouco, talvez a pergunta não seja “como vender mais?”. Talvez seja outra: meu preço sustenta meu negócio?
⚠️ Precificação não é detalhe operacional. É decisão estratégica. Define a saúde financeira, o ritmo de crescimento e o nível de tranquilidade do empresário.
Gestão financeira não é burocracia. É inteligência aplicada ao lucro.
Quando o preço é definido com método, análise e visão estratégica, ele deixa de ser um chute e passa a ser uma ferramenta poderosa de crescimento. E empresa que cresce com margem cresce com segurança. 🚀
O resto é apenas correria disfarçada de resultado.
Ignorar a precificação estratégica cobra um preço alto. 📉
As vendas acontecem, mas a margem encolhe.
O faturamento cresce, mas o lucro não acompanha.Cobrar sem método não é estratégia.
É risco. ⚠️Empresas que prosperam não definem preço no “feeling” ou copiando concorrentes. Elas conhecem seus custos, calculam sua margem e alinham preço ao posicionamento.
Preço não é só número.
É decisão financeira.
É filtro de cliente.
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